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Impactos Ambientais da Indústria da Moda

Escrito por EMIGÊ .it

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Postado em 05 outubro 2020

Quando pensamos em poluição e impactos ambientais, costumamos lembrar dos carros e de seus escapamentos esfumaçados. Dos grandes derramamentos de petróleo nos oceanos e das queimadas nas florestas. E do seu comportamento de consumo, você lembra? Mais especificamente do seu consumo de moda...já parou para pensar como ele reflete no meio ambiente?

Atualmente, a indústria têxtil é a segunda mais poluente do mundo, atrás apenas da indústria do petróleo. Ela corresponde por algo equivalente a 8% e 10% das emissões globais de gases-estufa. Este número é maior do que a aviação e o transporte marítimo juntos, por exemplo. 

A indústria têxtil também é o segundo setor da economia que mais consome água. Ela produz cerca de 20% das águas residuais do mundo. Os processos realizados na produção das peças de roupas exigem muitos recursos naturais e acarretam uma enorme quantidade de produtos tóxicos, muitas vezes lançados na natureza.

Todos os anos, por exemplo, são liberados mais de 500 mil toneladas de microfibras sintéticas nos oceanos. Contudo, apesar dos inúmeros vídeos, matérias e documentários a respeito, isso parece não chocar as pessoas.

Hoje, a população consome, em média, 60% mais peças de roupas do que há 15 anos. Em contrapartida, cada item é mantido no armário por metade do tempo de antes. 

Tais características, junto ao modo de produção e consumo conhecido como Fast Fashion,  fazem da moda atual algo insustentável para o planeta. 

Porém, avaliada em mais de 2,4 trilhões de dólares, a indústria da moda é um gigante que se move lentamente. A sustentabilidade na moda, apesar de um tema cada vez mais recorrente, ainda está bastante longe de ser alcançada. 

Antes das fábricas, as mudanças que tanto desejamos e precisamos devem partir de nós mesmos. Atitudes simples, como o reaproveitamento de peças, o consumo de brechó e bazar de moda pode ter um impacto incrível para o nosso futuro. Abaixo, veremos como. 

Os custos ocultos do Fast Fashion

Sabe quando você compra uma peça de roupa bem baratinha? Pode parecer um bom negócio a princípio. Um super desconto bacana, certo? Pois acredite: não é.

Quando nós compramos algo que claramente não representa o valor justo para toda a cadeia produtiva, provavelmente estamos alimentando uma indústria conhecida como Fast Fashion. E os custos dessa forma de produzir e de consumir vão muito além da etiqueta.

No Fast Fashion, a produção de massa faz com que os custos financeiros das peças de roupa sejam menores. Com uma lógica de consumo após a produção, a moda Fast Fashion passou a ser sinônimo de quantidade. 

Para promover e atender uma demanda cada vez maior de consumidores ávidos por produtos de moda, grandes marcas americanas e européias deslocaram suas fábricas para os países asiáticos, como a China. A intenção é reduzir os custos com a mão de obra, em países com legislação menos rigorosa. Especialmente no aspecto ambiental e trabalhista (mas isso já vale outro texto).

Além disso, o Fast Fashion tem como característica o lançamento de novas coleções e produtos todos os anos, meses e até semanas.Tudo em grande escala e velocidade, provocando impactos ambientais cada vez mais relevantes.

E, dessa forma, acontece algo que deixa o quadro ainda pior. Na ansiedade de estar sempre na moda, de seguir um estilo ditado de cima para baixo, muito do que é consumido no Fast Fashion é jogado fora e vai parar no lixo!

Alguns números do impacto ambiental 

  • Mais de 1 milhão e 100 mil toneladas de peças de vestuário por ano são produzidas apenas no Brasil*
  • 12% de todo esse material é desperdiçado. 
  • 150 bilhões de peças de roupas por ano, são produzidas no mundo** 
  • 2720 litros d'água são necessários para produzir apenas uma camiseta branca 
  • 20% das águas residuais do mundo são produzidas pela indústria têxtil
  • Mais de 500 mil toneladas de microfibras sintéticas são liberadas nos oceanos, todos os anos.
  • Mais de 26 bilhões de toneladas de roupas são jogadas em aterros sanitários  no mundo, anualmente.
  • Em 2050 estaremos consumindo o equivalente a quase 3 planetas, se as demandas por recursos naturais continuarem a crescer como nos últimos 20 anos.

De acordo com o relatório Living Planet, que reúne dados científicos sobre o meio ambiente e é produzido pela WWF a cada dois anos, precisamos de mudança urgente no nosso estilo de vida. 

Se continuarmos assim, a Terra não conseguirá mais se regenerar para sustentar a hiperprodução, o hiperconsumo e o desperdício exagerado.

*Segundo a Associação Brasileira de Indústrias Têxteis (ABIT)

**De acordo com a Ellen MacArthur Foundation.

Uma mensagem para o futuro

Se alguém possui voz dentro da indústria da moda, acredite: é o consumidor. Por isso, é muito importante que cada um de nós mostre que o modo de produção e de consumo atual já não é mais viável. 

Nós somos hoje o resultado de nossas escolhas no passado. O nosso consumo exagerado, a falta de preocupação com os recursos naturais e a hiperprodução nos trouxeram até aqui. 

Para um futuro melhor para nós e para quem amamos, precisamos agir hoje. E isso pode ser feito de forma simples, prazerosa e com muito estilo. O brechó ético e consciente, através da curadoria de peças usadas, é uma alternativa que ganha cada vez mais adeptos.

Como?

Se cada pessoa comprar um item usado em brechó ou bazar, em vez de um novo por ano, evitaremos quase 6 bilhões de toneladas em emissões de carbono na atmosfera. Isso equivale a menos meio milhão de carros rodando todos os anos.

Uma peça de roupa que usamos apenas 5 vezes e descartamos em poucos meses depois de comprar, produz 400% mais emissões de carbono do que uma peça que usamos 50 vezes durante um ano. 

A lógica é simples: no longo prazo, quanto mais damos utilidade às peças que compramos, menos peças novas precisam ser produzidas. Esse é o poder da Moda Circular e do consumo de brechó. E é esse o propósito da EMIGÊ.it.

Reduzindo Impactos Ambientais com a Moda Circular

A moda circular tem como base a recuperação e reutilização de roupas e acessórios, reduzindo a necessidade de produção de novas peças e todas as consequências prejudiciais ao planeta que vimos até aqui. Desta forma, é uma moda sustentável.

Na moda circular, não existe um consumidor final. Uma produção que pensa sob a ótica da moda circular e sustentável, preza pelo design e pelos materiais utilizados para que as peças durem muito mais do que no sistema Fast Fashion. Dessa forma, a moda circular,  representada pela atividade de brechó e bazar, substitui o conceito de fim de vida dos produtos de moda, típico da economia linear. 

A moda circular tem como inspiração os próprios ciclos da natureza. Nela, os recursos são pensados a longo prazo, em um processo contínuo de transformação e reutilização.

Por fim, a moda circular defende o consumo consciente, o pensamento integrado (em rede), o design atemporal (maior durabilidade) e a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente.

A Emigê.it tem orgulho de promover a moda circular com a atividade de brechó on line, ético e consciente, contribuindo para a preservação do planeta e para a redução dos impactos ambientais provocados pela indústria da moda convencional. 

Por isso, doamos uma parte do nosso faturamento para a organização Fashion Revolution, que trabalha para garantir uma mudança radical na forma como nossas roupas são produzidas, adquiridas e consumidas. 

Sempre que você compra uma roupa ou acessório conosco, você evita que peças em ótima qualidade sejam jogadas fora.

Além de adquirir produtos únicos, exclusivos, selecionados por designers e de ótima qualidade, você economiza seus recursos e os recursos ambientais.

Veja como funciona o processo de seleção e curadoria das peças de roupa da EMIGÊ.it aqui.

A EMIGÊ.it e a moda circular são uma resposta à exploração ambiental da indústria da moda convencional.  

Nós somos o que vestimos. O que você está vestindo para o planeta?

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