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Desafios do empoderamento feminino no mercado de trabalho

Escrito por EMIGÊ .it

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Postado em 09 novembro 2020

A luta pelo empoderamento feminino no mercado de trabalho não é de hoje. Dificuldades, superações e conquistas marcam a trajetória das mulheres no mundo business. Ainda há muito para ser falado sobre este tema e, por consequência, muito a ser melhorado. 

Uma das provas disso é o relatório do Fórum Econômico Mundial, que apontou que a igualdade de gênero só acontecerá - se continuarmos na evolução pelos direitos das mulheres - em 2095. E mais: no Brasil a maioria da população é feminina, além de viverem mais tempo, são as que têm mais educação formal. Quer mais? No ranking de igualdade de salários, o Brasil está em 124º lugar de um total de 142 países avaliados. 

Esses são apenas alguns dos cenários que abrangem a problemática que envolve mulheres e os desafios na carreira. É importante expor que as adversidades também ocorrem internamente nos trabalhos, devido a falta de reconhecimento, condições desiguais e muitos outros. 

Embora o cenário peça por atenção, a luta pelo empoderamento feminino já conquistou muitos direitos para as mulheres, não apenas no mercado de trabalho, como na política e no social. Pensando nesse histórico, te convidamos a continuar a leitura e entender mais sobre o tema.

Contexto histórico 

Para compreender o cenário atual das mulheres no mercado de trabalho, é essencial voltar um pouco no tempo e entender o desenrolar da história. Para isso, vamos resumir rapidamente!

Por volta de 1940, durante o período da industrialização, as minas tiveram a oportunidade de começar a trabalhar em fábricas. Antes disso, no Brasil, as principais responsabilidades para elas eram: tomar conta do lar e dos filhos. Até então, apenas os homens atuavam no mercado de trabalho, logo, eram os responsáveis pelo sustento da família. 

Com a alta demanda e escassez na mão de obra, o feminino assume espaços na indústria. Entretanto, como as mulheres ficavam com as funções mais operacionais do setor, seus salários eram mais baixos. 

Mesmo com a inserção das mulheres no mercado de trabalho, os homens continuavam a receber salários superiores, sendo os principais provedores da família. Essa realidade fomentou a diferença de salários entre homens e mulheres, já naquela época.  Nesse período, cerca de 13% das mulheres eram economicamente ativas, em contrapartida o índice dos homens chegava a 80% .

  • 1970 até os dias atuais 

Trinta anos depois (1970), nos EUA o movimento feminista começa a se disseminar com força, o que se refletiu no Brasil, de modo que aos poucos as mulheres começaram atuar em outras áreas importantes para a sociedade, como, professoras, atendentes de lojas, costureiras, entre outras. 

A partir desse momento, a participação do feminino no meio business começou a caminhar em passos lentos para o atual cenário. O último dado apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que, até então, a atuação das mulheres chega a 49,9% no mercado. O Instituto ainda mostra:

“Enquanto 14,1% dos homens estavam em empregos de até 30 horas semanais, 28,2% das mulheres das tinham empregos com até esta carga horária”. 

O que podemos entender com isso? Embora a participação do feminino no mercado tenha dobrado nas últimas décadas, com um número maior de trabalhadoras com carteira de trabalho assinada, ainda há uma discrepância significativa entre homens e mulheres.  

Equiparação Salarial 

Outro fator que merece atenção na compreensão do empoderamento feminino é a diferença salarial. Embora estudos como do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indique que até 2030 a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro deve crescer mais do que a masculina, ainda existe um percurso a ser feito com relação ao que é ganho. O IBGE mostra: 

“Em relação ao que é recebido pelo trabalho, as mulheres brasileiras recebem cerca de ¾ a menos do que os homens, sendo que em 2016 o salário médio mensal dos homens no Brasil foi de R$ 2.306, enquanto o das mulheres foi de R$ 1.764.”

Mas como explicar essa diferença nos ganhos, que como já observamos, vem desde da inserção da mulher no mercado de trabalho? 

Neste caso, é  importante sinalizar que, nos dias de hoje, aproximadamente 32% dos cargos gerenciais são ocupados por mulheres. O Diário do Comércio, revela:

“Nos outros cargos de diretoria, o Brasil apresentou os seguintes percentuais de mulheres ocupando as funções: Diretor Financeiro (CFO) 34%; Diretor de TI 12%; Diretor de Recursos Humanos 32%; Diretor de Marketing 16%, Controlador 8%  e Diretor de Vendas 12%”. 

Outro ponto importante é a divisão do trabalho doméstico: em média, elas dedicam 18 horas por semana entre cuidado de pessoas e afazeres domésticos. Isso representa uma carga 70% maior que a masculina. No Nordeste, chega a 80%. 

Os dados ajudam a visualizar que a atuação feminina está relacionada às atividades domésticas, assim como as oportunidades de trabalho e seus benefícios. 

Uma das vantagens que é assegurada para ambos os gêneros e que também gera polêmica e contribui para o cenário da diferença, é o período de licença maternidade  e licença paternidade oferecida pelas empresas. 

No Brasil, as mães têm 120 dias assegurados e apenas 5 dias para a maioria dos pais - o número pode variar se a empresa contratante estiver cadastrada no programa Empresa Cidadã -.Uma diferença e tanto, não é mesmo?

Cargos de Confiança 

Embora as vagas de emprego ainda sejam mais difíceis para as minas, algumas profissões ainda são tidas como estereótipo feminino. Da mesma maneira, algumas carreiras ainda são vistas como “coisa para homem”, o que aumenta a discrepância de gênero no mercado.

Entretanto, com a globalização e outros fenômenos, as oportunidades que antes eram exercidas só por homens, hoje já possuem cadeiras - embora menores -, para as mulheres.

O problema mais latente ainda se dá em relação aos cargos de liderança que, majoritariamente, ainda são masculinos. 

Ou seja, há mais campo para o feminino em grandes empresas, entretanto ver mulheres na liderança ainda não é tão comum, principalmente no segmento de tecnologia, engenharia, entre outros. 

  • Mulheres na política 

Uma das áreas consideradas decisivas para reduzir a diferença entre gêneros no mercado de trabalho é a política. 

Dados do IBGE de dezembro de 2017, revelam  que cerca de 10% dos assentos da Câmara dos Deputados e 16% no Senado são ocupados por mulheres. O Instituto ainda aponta que: 

“Desde 1995, o Brasil possui legislação que prevê cotas eleitorais, reservando um percentual de candidaturas em eleições proporcionais para as mulheres. Contudo, apenas com a Lei nº 12.034, de 29/09/2009, essas cotas tornaram-se obrigatórias, de modo que, em eleições proporcionais, haja no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada sexo, para cada partido ou coligação partidária”.

Vale dizer que, dentre os 190 países informados à Inter-Parliamentary Union, o percentual das cadeiras ocupadas por mulheres em câmaras ou parlamentos coloca o Brasil em 157º lugar. 

Com isso entendemos que a mudança de cenário é uma realidade que não pode ser mais ignorada, todavia ainda exigirá esforços de ambos os lados. 

O Futuro é feminino 

Entendemos que os desafios para a valorização das mulheres no mercado de trabalho, que em contrapartida irá diminuir a desigualdade de gênero, ainda são muitos, mas é inegável que a mudança está acontecendo. 

Porém, entender a participação das mulheres no mundo business, vai além da equidade, algo essencial para o desenvolvimento da sociedade e evolução da economia mundial. E o tema é global: em uma conferência do G20  - grupo das maiores economias do mundo -, algumas metas foram estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). A BBC, revela:

“Diminuir em 25% a desigualdade de gênero no mercado de trabalho até 2025 é um compromisso dos países-membros do G20, do qual o país faz parte. Segundo a OIT, isso traria um incremento acumulado de 3,3% ao Produto Interno Bruto brasileiro ao longo do período”.

Isso ocasionará um aumento expressivo na economia mundial, além do aumento no poder de consumo dos bens e serviços. Em contrapartida, os países entendem a importância de investir também na educação e qualificação, o que em escala promete melhorar a vida de todos. 

Oportunidades para ficar de olho!

Se você gostou do conteúdo até aqui e se interessa pela valorização das mulheres em busca da igualdade de gêneros, selecionamos algumas plataformas e sites criados para divulgar vagas exclusivas para mulheres. 

 Plataforma e comunidade destinada a mulheres que querem se desenvolver profissionalmente no mercado digital. 

Com um cadastro completo, mulheres podem cadastrar seus CV’s e as empresas podem buscar no banco de dados do site para contratá-las. Além disso, ainda contam com conteúdos regulares nas redes sociais para estimular a troca de aprendizados no mercado de trabalho. 

Rede de apoio desenvolvida por profissionais de RH, inovação e comunicação. Com o propósito de incentivar mães a perceberem seu real valor, e voltarem para o mercado de trabalho com as melhores condições de empregabilidade.  

Plataforma internacional, também está disponível no Brasil, que conecta empresas com mulheres em busca de freelas e/ou oportunidades de home office na área de comunicação. 

Empoderamento feminino é uma via direta para a igualdade de gênero

Então, o que achou do tema? Conseguiu visualizar a trajetória, os desafios e as conquistas que as mulheres já têm com relação ao mercado de trabalho? 

Esperamos que este conteúdo inspire você a desenvolver o seu olhar em prol da igualdade para todos. Assim como, acompanhar o que acontece em seu entorno com mais atenção, buscando identificar o que pode ser evoluído dentro de si. 

E lembre-se! A EMIGÊ.it valoriza e respeita as diferenças!

Nós somos o que vestimos. O que você está vestindo te empodera?

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